Uma Mensagem Secular de Fim de Ano
Há mais de cinco mil anos, muito antes de um homem em especial ter nascido no oriente médio, o fim de dezembro é comemorado como um rito de passagem e renascimento por povos em todo o mundo. O solstício de inverno, no norte, era celebrado há milênios pelas mais diferentes tribos, nações, culturas e religiões que a diversidade da natureza humana já produziu. Uma festa que sempre uniu famílias, amigos e afetos, e tem sido comemorada desde a alvorada da civilização no Velho Mundo, para nos lembrar que, mais uma vez, o ano se finda e tivemos a oportunidade de aproveitá-lo da melhor forma que nos é possível. Seja nas comemorações pagãs do renascimento das divindades solares – Mitra para os hindus, Horus para os egípcios, Sol Invictus para os romanos, entre outros – ou nas manifestações que representavam a iluminação de Buda pela passagem do solstício, ou até mesmo na adaptação cristã mais recente para a data, o Natal de 25 de dezembro, o fim de ano é uma data que conjuga uma imensa bagagem não somente histórica, mas também humana. É hora de repensar o futuro que queremos e planejamos, tomando como condição de contorno o passado, o ano que termina; de pesar positivos e negativos, recolher-se à admiração do fenômeno que é a vida e celebrar que o mundo de hoje é melhor que o mundo de ontem, ou, se não for, que pelo menos tentamos fazê-lo desta forma, e não desistiremos disto, pois é da natureza humana evoluir. Por isto, considere o que há de bom e o que há de ruim na sua vida. Reconheça que as coisas boas são fruto de trabalho e dedicação e que as coisas ruins podem, sim, ser melhoradas, principalmente com mais trabalho e dedicação. Lembre-se de que errou, mas que também acertou, e que se arrependeu dos erros. Tenha certeza de que não há mal nato em ser humano, pois não poderia ser diferente, e que a culpa por si só não te previne de errar novamente. Trabalhe para que os erros sejam corrigidos, e não lamentados. Pratique a empatia: ponha-se no lugar do próximo, e não faça aos outros aquilo que não quer para si. Seja solidário e gentil, companheiro e compreensivo. Perdoe os erros, quando honestamente reconhecidos. Seja tolerante: aprenda a compartilhar as igualdades com alegria, mas também a respeitar e celebrar as diferenças inerentes dos seres humanos, que tornam cada um de nós único e insubstituível. Questione o senso comum, diariamente: das tradições, superstições e ideias mais tenazes aos preconceitos mais arraigados, estando disposto a se levantar contra as incoerências e injustiças. Crie ideias próprias, lógicas, saudáveis e coerentes. Mas esteja também aberto a discordarem de você, valorizando a discussão, e não o conflito. Aplique a racionalidade, a faculdade que mais lhe diferencia dos demais animais, para tomar as atitudes e posições mais sensatas, e não aquelas baseadas única e exclusivamente em dogmas e premissas imutáveis. Modele sua visão do mundo de acordo com os fatos, e não os fatos de acordo com sua visão de mundo. Não deixe lugar para o egoísmo e mesquinharia intelectual. Há males terrenos piores que qualquer danação eterna, pois prejudicam seu próximo, aqui e agora. Antes de sair pedindo por vida nova, prometa a si mesmo mudanças para melhorar o mundo em que vivemos e busque a convivência pacífica entre os seres, humanos ou não. Respeite não somente o próximo, mas a Natureza, pois dela viemos e a ela retornaremos. Aprenda a conviver com a incerteza e a dúvida saudável. Pergunte-se se verdades e respostas absolutas são mesmo o caminho para achar sentido na vida. Nada de sobrenatural daria à sua vida um sentido mais amplo e concreto do que o significado que você mesmo dá a ela, em todos os dias em que realiza algo que lhe dá prazer ou em que compartilha momentos com quem ama. Aproveite cada momento como o último, responsavelmente, pois nada lhe garante que exista algo além do que temos aqui. Descubra que seus credos são pontos de vista dignos de espaço tanto quanto os credos de outrem, ou mesmo tanto quanto a descrença. Portanto, neste Natal, não importa no que você acredita, acredite em ligar para aquele velho amigo; acredite na boa vontade independente de crenças; acredite em não descer ao nível daqueles que quer ver punidos; acredite na cooperação por um futuro melhor; acredite no amor em qualquer uma de suas formas. E acredite na liberdade de acreditar, porque somente tendo livre acesso a qualquer tipo de crença é que você terá a oportunidade de escolher, dentre todas as possíveis, aquelas que trarão soluções para a sua vida e a vida de seus semelhantes – pazes e amores, e que sejam os melhores possíveis.
Autores: Pedro Almeida, Eli Vieira, Alexandre Marcati
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sabedoria Canina
A vida teria uma perspectiva muito mais amistosa.
Tente:
1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-la(o).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.
A vida teria uma perspectiva muito mais amistosa.
Tente:
1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-la(o).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
"Bem que eu achei
Que era artificial
Fogo de palha
Bem que eu notei
Que era só encenação
Ainda assim acreditei
Mas não faz mal
Nada é só ruim
Vem o refrão da canção na hora
São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
E se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão
Bem que eu achei
Que era artificial
Fogo de palha
Bem que eu notei
Que as balas eram de festim
Ainda assim me machucou
Mas não faz mal
Nada é só ruim
Vem o refrão da canção na hora
São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
E se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão"
-Lulu Santos-
Que era artificial
Fogo de palha
Bem que eu notei
Que era só encenação
Ainda assim acreditei
Mas não faz mal
Nada é só ruim
Vem o refrão da canção na hora
São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
E se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão
Bem que eu achei
Que era artificial
Fogo de palha
Bem que eu notei
Que as balas eram de festim
Ainda assim me machucou
Mas não faz mal
Nada é só ruim
Vem o refrão da canção na hora
São duas casas totalmente separadas
A do desejo e da razão
E se revezam quase religiosamente
Tal qual a luz e a escuridão"
-Lulu Santos-
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O Alzheimer e a luz da alma
Lya Luft
"É dramático assistir ao abandono dos bons modos,
ao isolamento social, ao desconhecimento dos familiares
e amigos e, por fim, à reclusão total num aparente nada"
Atenção aos que criticam quando retomo assuntos: é intencional, eu faço isso, seja aqui, seja na ficção ou na poesia. Todos temos dentro de nós temas que retornam, ressurgem, transfigurados, com diversas máscaras e roupagens, e insistem em aparecer: são os fantasmas de cada um. Em geral, manifestam-se na forma de sonhos, inexplicados medos, breves euforias. O assunto que hoje retomo é a doença de Alzheimer, abordado frequentemente em reportagens, artigos médicos, palestras de psiquiatras, e experiências dramáticas da vida real. Terrível doença que acompanhei intimamente por mais de uma década, quando foi ocupando, em minha velha mãe, tudo aquilo que antes tinha sido ela – que passou a não ser ninguém, ou a ser um enigma.
Aos poucos, de filha, fui me tornando a cuidadora, a visita e, por fim, a estranha. Seu universo fora reduzido ao próprio mundo interior: ali comemorava 15 anos, ali era noiva ou tinha um bebê, ali me tratava de "senhora", ou me entregava algum pequeno objeto invisível que para ela devia ser muito precioso. "Cuidado!", me recomendava, "cuidado com isso!", e eu o recebia com as duas mãos em concha, para que ela não se afligisse. Foi ficando mais bem-humorada na alienação do que nos últimos anos de lucidez ameaçada, nos quais eventualmente perguntava: "Será que estou ficando louca?". E a gente respondia, tentando parecer natural: "Que bobagem, eu estou muito mais esquecida do que você!".
Um dos dramas de quem convive com isso é aprender a entrar nesse mundo, e não tentar algemar a pessoa doente ao que para nós é a "realidade", pois isso provoca angústia inútil. De alguma forma, aprendemos a acompanhar a pessoa amada para dentro dos limites de seu novo registro, procurando amenizar, não atormentar mais, até que isso se torna impossível. Quem amamos não sabe mais de nós. É dramático assistir ao abandono dos bons modos, ao isolamento social, ao desconhecimento dos familiares e amigos e, por fim, à reclusão total num aparente nada.
Eventualmente minha mãe parecia a mulher elegante de outros tempos: "Você quer uma bebida?", perguntava dez vezes, porque ao indagar já o tinha esquecido, naquele território onde eu não era ninguém. O que se passaria naquela paisagem para mim vazia? Certamente havia cons-ciência: pois minha mãe falava, ria, cantava baixinho para alguém que ninguém mais via, cada vez mais fechada ao meu desejo de algum contato. De mulher grande e saudável passou a uma velhinha minúscula, mas resistia à morte: essa tem lá a sua medida de tempo, que nunca entendemos. Quando é a sua hora, chega como uma faminta ave de rapina, ou aguarda como um lento animal que hiberna. Chega muito cedo, ou espera demais, às vezes.
Aconchegada na sua cápsula de fantasias, da última vez que vi minha mãe doente, ela, que havia muito não falava, entreabriu os olhos e disse nitidamente para si mesma, para alguém – para ninguém: "Que bom estar assim, tão leve e tão jovem". Nem mais uma palavra, nem um brilho de reconhecimento no olhar quando me inclinei para ela. Logo se enrolou de novo nos lençóis e na ausência. Poucos dias depois, simplesmente não acordou mais. Fechava-se a última porta desse tão longo corredor pelo qual minha mãe tinha se perdido. A Senhora Morte chegou, com grande atraso, e num gesto casual recolheu a lamparina em que já não havia luz. Levou consigo a velha dama que na verdade fazia muitos anos deixara o palco da sua vida, cortinas ainda abertas e, nos bastidores, algumas vezes, o que parecia ser a sua voz, seu passo enérgico, e seu riso alegre – tudo que mais recordo dela agora.
Por que de repente resolvi voltar ao triste assunto? Talvez porque essa grande peste do século, sobre a qual pouco se sabe, seja um tão duro aprendizado para quem observa do lado de cá desse mistério. Não é preciso, aliás, haver motivo para uma crônica, pois muitas vezes elas se manifestam sozinhas: querem ser escritas, e eu assisto enquanto, neste computador, elas mesmas se escreve.
Texto retirado do blog Irmãos de Luz
"É dramático assistir ao abandono dos bons modos,
ao isolamento social, ao desconhecimento dos familiares
e amigos e, por fim, à reclusão total num aparente nada"
Atenção aos que criticam quando retomo assuntos: é intencional, eu faço isso, seja aqui, seja na ficção ou na poesia. Todos temos dentro de nós temas que retornam, ressurgem, transfigurados, com diversas máscaras e roupagens, e insistem em aparecer: são os fantasmas de cada um. Em geral, manifestam-se na forma de sonhos, inexplicados medos, breves euforias. O assunto que hoje retomo é a doença de Alzheimer, abordado frequentemente em reportagens, artigos médicos, palestras de psiquiatras, e experiências dramáticas da vida real. Terrível doença que acompanhei intimamente por mais de uma década, quando foi ocupando, em minha velha mãe, tudo aquilo que antes tinha sido ela – que passou a não ser ninguém, ou a ser um enigma.
Aos poucos, de filha, fui me tornando a cuidadora, a visita e, por fim, a estranha. Seu universo fora reduzido ao próprio mundo interior: ali comemorava 15 anos, ali era noiva ou tinha um bebê, ali me tratava de "senhora", ou me entregava algum pequeno objeto invisível que para ela devia ser muito precioso. "Cuidado!", me recomendava, "cuidado com isso!", e eu o recebia com as duas mãos em concha, para que ela não se afligisse. Foi ficando mais bem-humorada na alienação do que nos últimos anos de lucidez ameaçada, nos quais eventualmente perguntava: "Será que estou ficando louca?". E a gente respondia, tentando parecer natural: "Que bobagem, eu estou muito mais esquecida do que você!".
Um dos dramas de quem convive com isso é aprender a entrar nesse mundo, e não tentar algemar a pessoa doente ao que para nós é a "realidade", pois isso provoca angústia inútil. De alguma forma, aprendemos a acompanhar a pessoa amada para dentro dos limites de seu novo registro, procurando amenizar, não atormentar mais, até que isso se torna impossível. Quem amamos não sabe mais de nós. É dramático assistir ao abandono dos bons modos, ao isolamento social, ao desconhecimento dos familiares e amigos e, por fim, à reclusão total num aparente nada.
Eventualmente minha mãe parecia a mulher elegante de outros tempos: "Você quer uma bebida?", perguntava dez vezes, porque ao indagar já o tinha esquecido, naquele território onde eu não era ninguém. O que se passaria naquela paisagem para mim vazia? Certamente havia cons-ciência: pois minha mãe falava, ria, cantava baixinho para alguém que ninguém mais via, cada vez mais fechada ao meu desejo de algum contato. De mulher grande e saudável passou a uma velhinha minúscula, mas resistia à morte: essa tem lá a sua medida de tempo, que nunca entendemos. Quando é a sua hora, chega como uma faminta ave de rapina, ou aguarda como um lento animal que hiberna. Chega muito cedo, ou espera demais, às vezes.
Aconchegada na sua cápsula de fantasias, da última vez que vi minha mãe doente, ela, que havia muito não falava, entreabriu os olhos e disse nitidamente para si mesma, para alguém – para ninguém: "Que bom estar assim, tão leve e tão jovem". Nem mais uma palavra, nem um brilho de reconhecimento no olhar quando me inclinei para ela. Logo se enrolou de novo nos lençóis e na ausência. Poucos dias depois, simplesmente não acordou mais. Fechava-se a última porta desse tão longo corredor pelo qual minha mãe tinha se perdido. A Senhora Morte chegou, com grande atraso, e num gesto casual recolheu a lamparina em que já não havia luz. Levou consigo a velha dama que na verdade fazia muitos anos deixara o palco da sua vida, cortinas ainda abertas e, nos bastidores, algumas vezes, o que parecia ser a sua voz, seu passo enérgico, e seu riso alegre – tudo que mais recordo dela agora.
Por que de repente resolvi voltar ao triste assunto? Talvez porque essa grande peste do século, sobre a qual pouco se sabe, seja um tão duro aprendizado para quem observa do lado de cá desse mistério. Não é preciso, aliás, haver motivo para uma crônica, pois muitas vezes elas se manifestam sozinhas: querem ser escritas, e eu assisto enquanto, neste computador, elas mesmas se escreve.
Texto retirado do blog Irmãos de Luz
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ó Poderosa Águia que há no alto do totem,
Dá-me tuas asas, me ensina a voar.
Cruzar os horizontes, vencer montes e mares
Com a luz do saber, pela virtude de amar.
Dá-me tuas asas, me ensina a voar.
Cruzar os horizontes, vencer montes e mares
Com a luz do saber, pela virtude de amar.
Com tua força tamanha ó Urso
Me ajude a derrubar, as barreiras da vida
Que eu venha a encontrar.
Me ajude a derrubar, as barreiras da vida
Que eu venha a encontrar.
E eu venho pedir a ti ó Tartaruga
Que o totem estás a sustentar,
Dá-me tua certeza de um dia
Eu poder chegar
A ver-te nas asas da Águia,
Na forca do Urso,em todas as coisas
Criadas por Ti.
Eleva minh.alma, me faz tão perfeito,
Me leva a saber que estás dentro de mim.
Ó Pai Nosso que estás nos céusQue o totem estás a sustentar,
Dá-me tua certeza de um dia
Eu poder chegar
A ver-te nas asas da Águia,
Na forca do Urso,em todas as coisas
Criadas por Ti.
Eleva minh.alma, me faz tão perfeito,
Me leva a saber que estás dentro de mim.
Santificado seja o Teu Nome
Em favor de todos nós
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.
Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio se converta em chance, em nova chance.
Que eu me dê novas chances... De acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando-me da estagnação.
Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor; não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.
Que seja um amor maduro, que proclama seguro: Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!
Que eu leve o amor... À minha família.
Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...
Que eu seja a luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.
Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas. Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...
Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido. Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.
Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos. Que minha ternura não seque tão facilmente.
Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam e não sejam os pais que gostaria de ter.
Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si, embora nem sempre tenham êxito.
São os pais que preciso. São os pais que me amam.
Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas farpas de gelo me ferirem o coração.
São os espinhos da convivência. não precisam se transformar em ódio se o amor assim desejar.
Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.
Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.
Que eu respeite. Que eu compreenda. Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.
Que eu leve o amor aos que me querem mal, evitando aumentar seu ódio com meu revide, com minha altivez.
Que ore por eles. Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes não recordando dos equívocos que macularam seus corações.
Que lhes mostre que ontem errei, mas que hoje estou diferente, renovado, disposto a reconstruir o que destruí.
Que eu leve o amor... A minha sociedade.
Que eu leve o amor aos que não conheço, mas que fazem parte de meu mundo.
Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...
Que eu leve o amor ao mundo, perfumando a Terra com bons pensamentos, com otimismo, com alegria.
Que eu leve o amor aos viciados em más notícias, aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.
Que meu amor os faça ver a beleza da vida, das Leis de Deus, do mundo em progresso gerido por Leis de amor maior.
Que eu leve o amor aos carentes, do corpo e da alma. Que meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.
Sou agente transformador. Sou agente iluminador. Sou instrumento da paz no mundo.
Que eu leve o amor...
Redação do Momento Espírita.
Que EU consiga fazer ao menos um terço disso tudo !!!!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Pois é, talvez seja culpa do buraco na camada de ozônio( ainda existe essa tal camada ? ) , talvez seja culpa desses 33 pesando nos meus ombros, talvez seja só uma fase ( ainda não sei se boa ou ruim .. ) mas a verdade é que ando muito "mulherzinha" ultimamente kkkkkkkk Ora vejam só, nessa onda de ficar visitando sites e blogs de decoração, estou descobrindo um jeito quase perua de ser kkkkkk ando gostando de poás, tons sobre tons, cachepôs, rendinhas, fitinha, babadinhos .... avemaria! Eu que sempre fui adepta do modo clean de ser, me pego escolhendo cortinas românticas para o nosso quarto kkkkkkkkkkkk meldéus....
quarta-feira, 24 de março de 2010
O medo causado pela inteligência
Texto de autoria de José Alberto Gueiros, originalmente publicado no Jornal da Bahia na edição de 23 de setembro de 1979
Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:
“Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
“Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava n'uma carreira difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:
“Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.
Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida.
É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.
Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.
Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas...
Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender.
É um paradoxo angustiante!
Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues...
"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra".
"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra".
quinta-feira, 4 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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